quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Lágrimas *-*

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

                             Florbela Espanca

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tu *-*




Passaram dez meses, e a nossa amizade foicrescendo cada dia que passa, podem passar meses e anos que eu prometo que nunca te vou deixar, estarássempre presente na minha vida, acredita que digo isto do coração, confio basatante em ti, foste ganhando a minha confiança aos poucos, contigo iria até ao fim do mundo e isso para mim é muito pouco, pois tu mereçes muito mais.
És perfeita, sincera, genuina, única e linda ... quero percorrer este caminho a que chamam vida contigo pois assim não se torna tão sombrio e frio, e tu podes-me dar forças para o poder percorrer, contigo tudo é mais fácil, tudo o que fazes por mim, todas a chamadas; os mimos; as palavras tontas e simpáticas que vêm do fundo do coração, os abraços; os olhares.
Um simples Obrigada não chega !
Je t´aime ma princesse <3

quarta-feira, 14 de março de 2012

"Saudades de ti"

Saudades

Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

                     Florbela Espanca

"Amor que morre"

Amor que morre

O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!


De : Florbela Espanca